Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Banqueiros negam reivindicações

Na segunda rodada de negociações que ocorreu ontem sobre o tema saúde e segurança bancária, representante dos bancos fizeram descaso diante das reivindicações dos bancários e disseram NÃO aos temas mais polêmicos da vida do trabalhador.     A reunião começou na tarde de quarta-feira, dia  1 e se estendeu até quinta-feira, dia 2.     Mesmo apresentando as consultas realizadas pelos sindicatos e pela Contraf, afirmando que cerca de 80% dos bancários consideram hoje o assédio moral e as metas abusivas os problemas mais graves que en-frentam nos locais de trabalho.     A pesquisa também mostra que cerca de 18 mil bancários desligados dos bancos só no primeiro semestre de 2010 foram provocados pelo assédio moral e pelas metas abusivas, o que se tornou insuportável para os bancários. SOBRE OS TEMAS: Assédio Moral - A discussão gira em torno da implantação de  um  programa  de  prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, o que inclui a possibilidade de apuração de denúncias de assédio moral encaminhadas pelos sindicatos. O programa vem sendo debatido desde 2006, mas permanece com uma série de pendências em razão a intransigência dos bancos. Metas Abusivas: A Fenaban rejeitou das propostas entre elas o fim do ranking individual de vendas de produtos e o fim das metas para os caixas. Saúde: Os banqueiros recusaram a manutenção de salários e a isonomia de direitos   para    quem  está   afastado   por licença-saúde (cesta-alimentação, tíquete-refeição e PLR). Os bancos também negaram a concessão de abono de falta aos bancários com deficiência para o reparo de aparelhos que precisam usar. Segurança Bancária: Este tema é extenso e também muito preocupante, as negativas foram gerais em todas as circunstâncias, isso nos mostra a falta de responsabilidade dos bancos. VAMOS A LUTA     Para avançar nas negociações, o Comando Nacional avalia a necessidade de aumentar a mobilização e a pressão da categoria sobre os bancos. Por isso convocou Dia Nacional de Luta em defesa do emprego para o próximo dia 8,  quarta-feira.     Neste dia vai acontecer a terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional e Fenaban, o tema agora será emprego e condições de trabalho.     A rodada continuará no dia 9, quinta-feira. Os  bancários vão reivindicar mais contratações, proibição às demissões imotivadas e reversão das terceirizações.  


Comando abre negociação com o BB

Ontem, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e o banco deram início as negociações da Campanha Nacional 2010. O debate teve um tom conciliador por parte do BB, os bancários cobraram melhorias nas cláusulas relacionadas à saúde do trabalhador e questionaram a remoção das portas giratórias de algumas agências. Em comum acordo, as duas partes ainda definiram um calendário oficial de discussões que ficou para os dias 17 e 21 de setembro, sendo esta segunda data apenas indicativa e sujeita à confirmação do Comando Nacional. O atual acordo coletivo aditivo do Banco do Brasil está com a prorrogação assegurada até o final de setembro. A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, coordenada pelo diretor do Sindicato    dos   Bancários   de   Brasília,  Eduardo Araújo, apresentou uma extensa pauta cobrando melhorias na política do banco para saúde do trabalhador. Sobre a realização do Exame Periódico de Serviço (EPS), o maior problema está relacionado à realização de exames fora da cidade onde o bancário reside. A Comissão de Empresa pediu que, neste caso, o banco faça o ressarcimento das despesas. Ainda sobre o EPS, a Comissão de Empresa solicitou a inclusão de perguntas sobre problemas mentais. O atual modelo de exame se limita a abordar, nos itens da questão psicológica, o estresse. Informações preliminares revelam que pelo menos 5% dos bancários que participaram do exame têm alguma doença mental. Por isso, os trabalhadores entendem que é prudente o BB fazer uma análise mais profunda desse tipo de enfermidade na categoria. Preocupada com a saúde financeira da Cassi e com o modelo de atendimento, os bancários também cobraram a criação de uma carteira de saúde ocupacional para reduzir os gastos com a Caixa de Assistência e propuseram outro modelo de eleição do Conselho de Usuários da Cassi, com a regulamentação de suas ausências e aprovação de um regimento. Assédio moral As metas quase sempre inatingíveis impostas pelo BB voltaram a ser criticadas pela Comissão de Empresa. "O BB precisa reavaliar a política de metas para melhorar as relações no ambiente de trabalho. O tema é urgente e deve ser encarado com seriedade pelos gestores do banco", insistiu Araújo. A Comissão de Empresa também denunciou o envio de torpedos aos funcionários fora do seu horário de serviço. Há casos de mensagens enviadas às 23h. "Mesmo que seja para um telefone corporativo, o gestor não pode agir dessa forma", observou Carlos de Souza, integrante da Comissão de Empresa e diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. A Comissão de Empresa pontuou algumas criticas sobre o processo eleitoral dos Comitês de Ética e reivindicou, em especial, a paridade entre eleitos e indicados, além de alteração da localização da Ouvidoria na estrutura organizacional do BB. Licença-maternidade Em relação aos bancários afastados em decorrência de licenças-maternidade e saúde, a Comissão de Empresa pediu a continuidade de pagamento do auxílio-refeição a esses trabalhadores. A representação dos bancários emendou a reivindicação solicitando a extensão da licença-paternidade de cinco para 15 dias. Atestados médicos A necessidade de homologação dos atestados médicos acima de quatro dias foi outro assunto abordado pelos representantes dos bancários. Sobre a divulgação do Certificado Internacional de Doenças (CID) nos atestados, a Comisão de Empresa lembrou ao BB que a atual legislação não obriga o fornecimento do número equivalente ao problema de saúde. "O trabalhador tem o direito de não ter sua doença revelada", lembrou Araújo, ao pedir privacidade do bancário nesses casos. Um dos técnicos do banco que participou da rodada de negociação explicou que a instituição já adota um sistema que preserva o trabalhador. Segundo ele, quem não quiser o CID no atestado basta entrega um envelope lacrado com um laudo que justifica seu afastamento apenas ao médico da Cassi. Transferências Os dirigentes sindicais pediram agilidade nas transferências ocasionadas por problemas de saúde do próprio funcionário ou parente. O banco garantiu que, nos casos das grávidas, a transferência é imediata. A Comissão de Empresa exigiu o fim da discriminação no programa antitabagismo. O programa não é oferecido da mesma forma aos bancários pós-98. "É preciso corrigir esse tratamento diferenciado aos colegas mais novos", frisou Araújo. O banco ficou de corrigir essas e outras distorções nas instruções internas o mais breve possível. Descanso Em virtude da rotina estressante dos caixas, a Comissão de Empresa pediu o repouso de 10 minutos a esses bancários, além de incluir os 15 minutos diários em sua jornada de trabalho. "Ampliar o descanso para os funcionários que trabalham com atividades repetitivas é fundamental para que exerçam suas tarefas com dignidade e saúde", completou Araújo. Ambulatórios A Comissão de Empresa não se esqueceu de pedir a volta dos ambulatórios. O banco, por sua vez, explicou que os novos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) serão dotados de uma nova estrutura, sem os ambulatórios convencionais. De acordo com o BB, os Sesmts terão consultórios, inclusive, com orçamento já aprovado. Segundo os negociadores, todo Sesmt vai ter no mínimo um profissional de segurança e de saúde, de acordo com a dotação estadual. Democracia nas Cipas Insatisfeita com o atual modelo de composição das Comissões Internas de Prevenções de Acidentes (Cipas), a Comissão de Empresa solicitou eleição para todos os cargos do órgão. O banco insistiu na tese de que a Cipa deve ser paritária. "Não concordamos. Além de democrático, o processo deixa de ser instrumento de barganha do administrador ao escolher determinados trabalhadores para prevenção de acidentes que efetivamente não militem ou gostem da área", afirmou Araújo. Portas giratórias Preocupados com a retirada de portas giratórias de algumas agências, a Comissão de Empresa pediu explicações ao banco. Em resposta, o BB disse que não se trata da retirada do dispositivo de segurança. "A iniciativa faz parte de um projeto do banco, baseado em pesquisas com clientes, de reformulação das agências. O BB havia iniciado essa mudança de layout em 2006, no entanto, suspendeu as mudanças e agora voltou a implementá-las", justificou o negociador. Segundo ele, a ideia inicial é reformar 45 agências em todo o país. "A retirada da porta de segurança implica na adoção de outras medidas para garantir a segurança dos bancários e clientes", disse. O banco pretende iniciar a mudança em 15 de outubro e não soube explicar se haverá ou não a extensão do projeto para outras unidades. De acordo com o banco, o projeto incluiria, inicialmente, as agências que concentram os clientes com alta renda. A estranha prática já é adotada em outros bancos, como o Itaú Unibanco. "Não concordamos com esse projeto e faremos as manifestações contrárias ao projeto nos locais em que ocorrer a mudança, mas aceitamos conversar com o banco para saber mais detalhes sobre a ideia. Com tanta insegurança no país, não dá para imaginar um banco sem portas giratórias", criticou Araújo. Calendário de negociação A Comissão de Empresa acertou com os negociadores do banco o calendário de negociações específicas. O próximo encontro será no dia 17 de setembro, em São Paulo, e vai ter na pauta assuntos como emprego, cláusulas sociais e também itens relacionados aos funcionários egressos dos bancos incorporados pelo BB, além da discussão principal sobre remuneração e PCS. E no dia 21 de setembro as partes voltam a se reunir para debater assuntos pendentes da rodada do dia 17. Outros assuntos Os bancários cobraram ainda a garantia da comissão aos funcionários afastados por doenças, a extinção das centrais de cobrança clandestinas, programa de prevenção aos funcionários do teleatendimento, reformulação do BB 2.0, aumento da idade dos filhos que poderão ser acompanhados pelos pais bancários em caso de consulta médica. O banco ainda ficou de agendar uma data para apresentar mais detalhes sobre o plano odontológico. Assim que for divulgada, o Sindicato informará em seus veículos de comunicações.  


ATENÇÃO! Hoje começa as negociações com a CAIXA

Os temas abordados serão: Isonomia, saúde e condições de trabalho.


A vida é o maior patrimônio

A segurança é dos temas prioritários da Campanha Nacional dos Bancários 2010. E não podia ser diferente, diante da onda de violência e criminalidade que provocou a morte de 11 pessoas em assaltos envolvendo bancos no primeiro semestre deste ano em todo país, além de inúmeros feridos e traumatizados, entre bancários, vigilantes, clientes e transeuntes. Essa realidade precisa mudar. A pauta de reivindicações dos bancários prevê várias medidas importantes para transformar essa dura realidade, que trouxe uma sensação de medo e insegurança. Quase todas as propostas foram discutidas com a Fenaban nas quatro reuniões da Mesa Temática de Segurança Bancária, com avanços em alguns pontos. Uma das prioridades é a assistência às vítimas de seqüestros e de todos os que estiveram no local de assaltos. É fundamental a garantia de atendimento médico e psicológico, bem como o custeio do tratamento e remédios para o restabelecimento da saúde do trabalhador e de sua família. Em casos de assaltos, é importante o fechamento da unidade no dia da ocorrência, emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para quem esteve no local e acompanhamento de advogado do banco para a identificação de suspeitos na polícia. Outra demanda é a concessão de estabilidade provisória para vítimas de assaltos, seqüestros e extorsões no prazo de 36 meses depois da ocorrência. Em caso de processo judicial com decisão favorável ao bancário, esse prazo começaria a contar após o trânsito em julgado. A demissão de bancários que passam por essa situação é lamentavelmente muito comum e, por isso, é necessária uma garantia de emprego para proteger essas vítimas. Também é importante o pagamento de adicional de periculosidade ou risco de vida de 30% para os bancários que trabalham em agências, postos de serviço e áreas de tesouraria. A proposta foi lançada pelos vigilantes, uma categoria que ocupa o mesmo ambiente de trabalho dos bancários e que arrancou recentemente essa conquista, através de acordos coletivos em todo país e por meio de projetos de lei aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado Outro ponto importante é a proibição do transporte de dinheiro pelos bancários. Apesar de ilegal, é uma prática mais comum do que se imagina, especialmente em cidades do interior. O bancário não pode ser transformado pelos bancos em transportador de valores. Da mesma forma, é fundamental o fim da guarda das chaves de cofres e das agências pelos bancários, passando-se essa tarefa para empresas especializadas em segurança, como alguns bancos já fazem. Além disso, os equipamentos de prevenção contra assaltos precisam ser ampliados, como a porta de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas na bateria de caixas e entre os caixas eletrônicos, instalação de vidros nos guichês de caixas e colocação de biombos em frente aos caixas. Todas essas medidas preventivas visam proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes, evitar assaltos e o golpe da saidinha de banco. A expectativa dos bancários é conquistar novas cláusulas na convenção coletiva acerca deste tema, que é essencial para a saúde do trabalhador. Parte dos lucros estrondosos dos bancos precisa ser destinada para ampliar os investimentos em segurança para trabalhadores e clientes. Outro banco é preciso, com a vida das pessoas em primeiro lugar. Não existe maior patrimônio no mundo do que a vida.