
Conceituação da L.E.R./D.O.R.T.
De acordo com a Norma Técnica Sobre L.E.R. do INSS, de 1993, L.E.R. é a terminologia que descreve as afecções (doenças) que podem atingir tendões, sinóvias, músculos, nervos, fáscias ou ligamentos - de forma isolada ou associada; com ou sem degeneração dos tecidos - afetando principalmente, mas não apenas, os membros superiores, região escapular e percoço. De origem ocupacional, decorre, de forma combinada ou não, dos seguintes fatores:
A partir da recente revisão da Norma Técnica de 1993, feita pelo INSS, a expressão L.E.R. foi substituída por D.O.R.T. (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Mas a terminologia L.E.R. continua sendo aceita devido a sua difusão. De acordo com a Ordem de Serviço 606, que disciplina a nova Norma Técnica, o conceito de L.E.R./D.O.R.T. é o seguinte: ... "as lesões causadas por esforços repetitivos são patologias, manifestações ou síndromes patológicas que se instalam insidiosamente em determinados segmentos do corpo, em consequência de trabalho realizado de forma inadequada"...
Diagnóstico
O diagnóstido da L.E.R./D.O.R.T. é essencialmente clínico e baseia-se na história clínico-ocupacional do paciente (relação entre os sintomas e queixas apresentados e o trabalho que ele executa); no exame físico detalhado; em exames complementares - apenas quando justificados e não obrigatoriamente - e na análise das condições de trabalho responsáveis pelo aparecimento da lesão.
Exemplos das principais formas clínicas que podem ser relacionadas às L.E.R./D.O.R.T.:
Além destas, outras 13 patologias são admitidas como L.E.R./D.O.R.T. pela OS 606.
Exemplos de novas patologias reconhecidas como L.E.R./D.O.R.T.:
Sintomas
As manifestações das L.E.R./D.O.R.T. também variam entre os pacientes. Nem todos apresentam sintomas visíveis das lesões. Os sintomas mais frequentes são:
Quanto a atividade repetitiva é intensa, os sintomas persistem por várias horas após o término da jornada de trabalho, e podem perturbar o sono e provocar transtornos emocionais, agressividade e depressão, entre outros incômodos. O diagnóstico precoce dos casos de L.E.R./D.O.R.T. e o rápido encaminhamento dos trabalhadores para tratamento médico são fundamentais para os funcionários e para a empresa. Ao primeiro grupo, permitem manter sob controle satisfatório as doenças; ao segundo, contribuem para reduzir os períodos de afastamento dos trabalhadores.
PEDALAR FAZ BEM A SAÚDE?
O QUE EU PRECISO PARA PEDALAR?
Comece olhando honestamente para si mesmo, verificando se você tem tempo para dispender com atividades físicas durante seu dia normal. Se leva uma vida sedentária, uma revisão médica antes de começar a pedalar é obrigatória. Avaliar como está seu coração, sua musculatura, juntas e as suas taxas metabólicas. Feito isto, você precisa de uma bicicleta e de alguns equipamentos básicos.
O principal é o capacete. Não é uma peça obrigatória, mas é altamente recomendável, assim como as luvas. Com isto você já pode pensar em se aventurar em alguns passeios. Diversos grupos em Recife colaboram com a divulgação do ato de pedalar realizando passeios gratuitos noturnos pela cidade. Para começar, se você não tem muita experiência, opte pelo APS - Amigos para Sempre, aos domingos, 8h das manhã, na Jaqueira. Ou então pelo Corujaqueira, nas terças 21h, também na Jaqueira. O site do Corujaqueira tem uma relação de outros grupos localizados nas cidades da região metropolitana do Recife. A maioria tem site na internet e os horários dos passeios. Alguns grupos cobram pelo apoio. A maioria, não.
É PERIGOSO PEDALAR NA RUA?
É sim. Assim como andar, dirigir e até mesmo ficar parado. Dados internacionais dão conta de que o risco de morte de um ciclista é inferior ao de um motorista. Observe que não estamos falando de risco de acidente, mas de morrer em um acidente. Carros andam mais rápido e os acidentes são mais graves. O uso do capacete minora ainda mais o risco de que, em caso de acidente, este atinja partes vitais da cabeça de quem pedala. Os riscos aumentam muito se quem pedala não segue as regras de trânsito, ou comete erros ao pedalar como falar ao celular ou ouvir música. E também precisa observar as regras de trânsito, como andar na mão correta, na faixa de mais baixa velocidade, ter atenção redobrada ao cruzar a esquerda, e nunca furar o sinal vermelho. Ao pedalar na rua, você tem de estar atento ao que se passa ao seu redor. Esta é a sua garantia de que não vai ser pego de surpresa por um buraco na rua, um motorista irresponsável ou pego de surpresa por um pedestre mais apressado. Sua segurança é você quem faz.
Você está esperando o quê para comprar sua bicicleta?
Rogério Leite
Químico Industrial/Engenheiro de Materiais e Designer Gráfico. Fotógrafo, Ilustrador e Artista Plástico. Pedala como meio de transporte desde 2008. Escreve no Pedalando & Olhando (http://pedalandoeolhando.blogspot.com/), blog dedicado a ciclocultura em Recife, e organiza o Pedalando em Recife (http://pedalandorecife.blogspot.com/) mapa interativo com a cicloinfraestrutura na cidade. Pesquisa constantemente a ciclocultura na internet.
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